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em Dublin com Desmond Morris
acentuado arrefecimento noturno
porque faço livros?
Há quem me pergunte porque faço livros em vez de desenhos que se possam pendurar em paredes. Gosto da intimidade do livro, do cara-a-cara com o leitor, da solenidade do virar de página, da dualidade esquerda-direita. Gosto de o segurar nas mãos, de viajar com ele, de o passar para as mãos de muitas pessoas.
VIGIA
o livro que aí vem – VIGIA – é uma conversa entre a luz que vejo durante o dia e o sonho que me visita durante a noite.
próximo livro
O meu próximo livro, em auto edição, chama-se VIGIA e reune aguarelas que tenho feito a partir da observação direta de uma janela sobre a cidade.
há um ano, era assim
sonhos
há 25 anos que escrevo os meus sonhos / houve até um período em que programava o despertador para me acordar várias vezes durante a noite para os anotar / quando preciso de acertar a minha bússola emocional eles são a minha lanterna / duvido que alguma vez consiga inventar enredos tão surpreendentes quando estou acordado / já andava a pensar nisto há uns anos, e agora chegou a altura de eles fazerem parte do meu próximo livro.
manhã
13 agosto 22
naturezas mortas
voltar a casa
As aguarelas líquidas (vulgo Ecolines) acompanham-me desde os 14 anos; quando mexo nestes pequenos frascos de líquidos luminosos e transparentes regresso à pré-adolescência, ao refúgio que me davam nesses anos turbulentos e solitários. Voltar a eles é sempre voltar a casa, por isso dei comigo a pensar se o meu próximo livro não será um regresso?
1- estudo para BARRIGA DA BALEIA
2- excerto de A MINHA CASA NÃO TEM DENTRO
3- excerto de ESTÁS TÃO CRESCIDA!
4- autoretrato 2015
5- estudo para a peça A MONTANHA




























