os meus cadernos

os meus cadernos são atelier ambulante, divã de psicanalista, perdidos & achados, caixote do lixo, livro de balanço | gosto da sua dimensão modesta e da liberdade desarrumada | os meus cadernos são a minha casa.

Passagem por Paris para dar a ver dois filmes meus na Maison Européenne de la Photographie, parte do evento Lisbonne sur Seine, que levou à cidade vários artistas portugueses que trabalham com projeção.

14

hoje é o dia dos 14 anos dela

em Dublin com Desmond Morris

A flutuar nas recordações dos últimos dias passados em Dublin para entrevistar Desmond Morris e desfrutar da sua coleção de objectos , das suas pinturas surrealistas e da galáxia de conhecimento que nos dá a ver.

porque faço livros?

Há quem me pergunte porque faço livros em vez de desenhos que se possam pendurar em paredes. Gosto da intimidade do livro, do cara-a-cara com o leitor, da solenidade do virar de página, da dualidade esquerda-direita. Gosto de o segurar nas mãos, de viajar com ele, de o passar para as mãos de muitas pessoas.

sonhos

há 25 anos que escrevo os meus sonhos / houve até um período em que programava o despertador para me acordar várias vezes durante a noite para os anotar / quando preciso de acertar a minha bússola emocional eles são a minha lanterna / duvido que alguma vez consiga inventar enredos tão surpreendentes quando estou acordado / já andava a pensar nisto há uns anos, e agora chegou a altura de eles fazerem parte do meu próximo livro.

voltar a casa

As aguarelas líquidas (vulgo Ecolines) acompanham-me desde os 14 anos; quando mexo nestes pequenos frascos de líquidos luminosos e transparentes regresso à pré-adolescência, ao refúgio que me davam nesses anos turbulentos e solitários. Voltar a eles é sempre voltar a casa, por isso dei comigo a pensar se o meu próximo livro não será um regresso?

1- estudo para BARRIGA DA BALEIA
2- excerto de A MINHA CASA NÃO TEM DENTRO
3- excerto de ESTÁS TÃO CRESCIDA!
4- autoretrato 2015
5- estudo para a peça A MONTANHA