Arquivo de etiquetas: voz e guitarra

voz e guitarra ao vivo | voice and guitar alive

duas noites que não vou esquecer, desenhado ao vivo nos espectáculos VOZ E GUITARRA no encerramento das festas de lisboa 2015, com Ana Bacalhau, Ana Deus, António Zambujo, Carlos Nobre, David Fonseca, Dead Combo, Filipe Cunha Monteiro, Gisela João, João Pedro Pais, Jorge Palma, Luísa Sobral, Luís Represas, Luís Varatojo, Mafalda Veiga, Márcia, Mário Delgado, Miguel Araújo, Moz Carrapa, Norberto Lobo, Olavo Bilac, Rita Redshoes, Samuel Úria, Sara Tavares, Sérgio Godinho, Tim e Vitorino. (fotos ©Paula Delecave)

two nights to remember, drawing real time at the VOICE AND GUITAR show (in Lisbon), the live follow up of a cd/book project featuring a fine selection of portuguese songwriters and guitar players. (photos ©Paula Delecave)

IMG_7357 IMG_7377 IMG_7390 IMG_7425 IMG_7527 IMG_7554 IMG_7735 IMG_7754 IMG_7759 IMG_7767 IMG_7771 IMG_7786

VOZ E GUITARRA

O projecto VOZ E GUITARRA juntou em estúdio cantores e guitarristas para registarem um conjunto de canções portuguesas da última década. Na intimidade simples destas interpretações, procurou-se destacar o peso das palavras, a respiração, o diálogo das cordas humanas com as cordas da guitarra. Participar neste conjunto de gravações como “voyeur” foi uma experiência única: no par de horas – que cada canção levou a ser registada – pude presenciar e desenhar o talento em bruto, sem rede, de artistas que muito admiro. Fechado dentro da cabine de gravação, escutando simplesmente a acústica das vozes e guitarras sem terem passado sequer pelos microfones, procurei guardar a força com que a emoção habitou a flor dos lábios e as pontas dos dedos.

labor

O tempo do trabalho de atelier é o tempo da natureza: lentidão exasperante com apontamentos de súbita surpresa. É um labor dedicado à procura da preciosidade, de um fazer sentido. Nunca fui amante de noitadas de trabalho em cima de finais de prazo (cafeína não, muito obrigado, o último café que tomei foi em 1998). Guardo-me para os acessos de adrenalina em cima de um palco (esses sim, preciosos). Os meios digitais parecem incitar à velocidade e ao imediatismo, mas a verdade é que as melhores soluções tenho-as encontrada numa sucessão de operações analógicas depois cosidas no computador (fazer primeiro e pensar depois). Vêm-me estas ideias à cabeça, por causa deste desenho começado há mais de 2 meses que encontra agora, calmamente, a sua configuração final.